10.4.09

Noite

Noite, quente e suada.

Nos lençóis ensopados me movo durante ela toda.

Pela fresta da janela a claridade começa a bater.

O sono, ainda não.

Noite, quente e pensativa.

Lençóis encharcados de suor e remorsos.

O sono me escapa, junto da esperança.

Noite, noite de produtivas idéias,

Mas ineficientes ações.

Noite, que de tanto revirar-me,

Já virou dia.

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