20.10.10

Anuviado

Uma cidade engolida pela fumaça.
A rua está vazia, exceto por carros sem motoristas que se incorporam ao concreto.
O sol, que agora arde impiedosamente, da às ruas uma coloração dourada.
O ar, denso e seco, cheira a desespero.
Os prédios criaram espécies de raízes que rompem as calçadas.
Estática. O único ruído daqui são meus sapatos colidindo ora com o duro asfalto, ora com as folhas secas das árvores mortas.
Minhas pernas doem porque não foram feitas para pensar.
Parece que engoli um copo de napalm. Cada célula do meu corpo grita, derrotada.
Estou fraco.
Meus membros estão cada vez mais fantasmas e meus órgãos aparecem expostos em uma bancada toda noite quando fecho os olhos.
Tem coisas que nunca cicatrizam. Elas só sangram tão continuamente que você se esquece e quando percebe está seco.
Fraco.
Parece que vou carregar essa chaga pra sempre. Contida ora em um pensamento, ora em um sentido.
Queria te ver.
Acho que é só fechar os olhos.
Campo tomado pela fumaça, o cinza engole aos poucos o verde.
Galinhas sem cabeça desfilam arrogantes desafiando os acorrentados cães.
O relógio parece bater sempre a mesma batida de sempre. Ecoando pelos vales mortos.
Gemidos contidos em meio à neblina, envoltos pela fumaça.
O cheiro de estagnação grudado em meu corpo se torna cada vez mais enjoativo.
Seringas entupidas temperam a bancada marcada de branco esmagado com sangue.
Um corpo deitado na grama, molhado da chuva e com os músculos contraídos de dor, descansa serenamente por um instante.

23.9.10

Apagada lembrança

Catastroficamente calado
e silenciosamente detido.
Anulado, fui, sem piedade
e agora estou sem vida.
Quando o verão me atingir,
já decidi, desisti de fugir.
Vou conscientemente permitir
que o calor me incendeie em
memória.

30.8.10

Narrativa da deposição de um não-general

Pela janela o sol ardia, queimava cada centímetro de sua pele que aos poucos ele cobria com seu uniforme. Enquanto se vestia relembrava cada instante da sua tomada do poder, de como o sol ardia naquele dia...
O sol reluzia, na janela formava quase uma grade, aquele quadriculado de luz o ofuscava e aturdia o raciocínio. Estava trancado.
Ele não era o único incomodado com aquele ardor, assim como ele não conseguia abotoar o último botão de sua farda, seus cães de guarda anfetaminados mal conseguiam implicar com os que passavam pelo portão. Estava vulnerável demais.
Seu copo suava sobre a mesa, seu corpo em sua farda. Pressentia o pior, e sabia exatamente o que ia ocorrer, afinal já havia participado desse ato. Com tudo abotoado ele limpava, agora, seu revólver. O que quer que acontecesse ele tinha que estar brilhando como esse maldito sol.
Tudo pronto. Seu uniforme, impecável. Seu revólver reluzia. Seu sorriso, doentio. Mas estava tudo muito quieto.
Eles chegaram.
Disfarçados com seus jalecos e fuzis, malditos revolucionários. Era o fim, fora derrubado. Invadiram seu gabinete e em vantajoso número o inutilizaram. Foi conduzido de farda, revólver reluzente e inofensivo. Estava conformado.
O jogaram numa sala branca, foi esticado e preso numa mesa. Era a cerimônia de posse, no seu caso deposição.
Sua cabeça queimava como se uma corrente de alta voltagem fluísse por ela.

26.8.10

Inópia

Acordei hoje pensando em você.
O sol da manhã erguia o ardor
da sua memória.
Uma vontade gelada arrepia
cada espaço vazio que você
deixou em mim.
E aos poucos meu corpo formiga
querendo te ver, os ossos
coçam querendo correr em
sua direção.
Mas travo, estático, assim como
a ânsia na porta da minha garganta.
Não, isso não é amor.
Mas é quase.

Ralo abaixo

O sangue seco na pia
evidencia minha última euforia.
O sangue seco na pia
do nariz, da seringa ou da
minha vida?
Já não sei mais da onde
vem
esse sangue seco na pia.

15.8.10

Vivo

Viver
é como não ter mais pra onde ir
mas ter cheirado tanto que você
não pode parar de andar.
Daí de repente sua respiração pesa
e você começa a ficar cansado,
deita na primeira chance que
aparece, mas dormir...
E quando finalmente você
pega no sono, vai acordar
exausto, elétrico e assustado
porque afinal isso é que é
viver.

9.8.10

O silêncio

O silêncio é tão bom,
por que as pessoas arruinam
ele falando quando não
têm o que falar?
Por que elas falam por
falar? Isso me aterroriza.
Você vai me achar con-
traditório por eu estar
escrevendo esse texto,
mas ele é extremamente
necessário nesse momento.
Sem ele já teria
pulado pela janela.
Tudo porque eu
não consigo mais falar sem
ter o que dizer, não
posso mais falar por
falar.
Eu preciso, agora, do
silêncio.

5.8.10

Borralho

Deitado na cama, eu me encontrava entupido com subterfúgios. Sonhava.
A luminosidade era baixa, vinha só do computador que continuava ligado enquanto eu entrava em stand-by.
Imaginava estar sozinho, como nas outras noites... Minha mente distante e a música reverberando suavemente. Mas desta vez meu vizinho, amigo de longa data, me seguira e agora se escondia no banheiro. Observava-me atentamente, contando cada respiração que eu dava. Era demasiadamente preocupado.
Flashes se intercalavam em minha mente, conscientemente inconsciente. Não o notara.
Ele começara a se agitar, precisava fumar um cigarro. Mas seria descoberto, tudo iria ralo abaixo... Não...
A música fluía junto com o bem estar e a falta de preocupações que me fugiriam no dia seguinte.
Abruptamente minha porta foi aberta, Tomas entrou e com seu triste e sério olhar de remoída certeza, despejou um líquido sobre meu corpo. Meu vizinho ficou muito aflito, mas decidiu não se denunciar. Precisava ficar incógnito.
Tomas acendeu um fósforo, esperou um momento observando a chama, quase como se estivesse esperando o carvão estalar.
Emiti um grunhido em meio ao meu delírio.
O fósforo incendiou meu corpo que queimava através do reflexo dos olhos aguados de meu vizinho.

1.8.10

Fusca

Por onde eu
passo vejo um
fusca, tem uns
acabados, uns
inteiros, tem os
que andam e tem
os que encalham....
Me considero um fusca,
já to todo batido e
ralado, mas ainda
ando.
Pior ser daqueles
inteiros que não
saem da garagem.
Não nasci para ser
colecionado, não.

Uma noite muito longe de berlin.

Quando o dono do
bar te expulsa
por não saber
o que é bolero
é bom se preocupar.
Chame seus mestres.
Tome uma, duas ou
dez.
Quando o seu chapéu
não serve no seu ego
desista.
Mas toque, toque o
bolero, de ravel ou
qualquer um
que o garanta a
dose da noite, um
tiro qualquer.
Ontem meu dia
foi parado, hoje agita-
damente estático.
Mais uma linha e
uma rabeca gritando
em vão.
Espero que você escute
o ricardo do inferno
outra vez, por que
hoje o dia será
memorável de se
esquecer.

29.7.10

Em busca da luz? Toma, uma lanterna.

Você está atrás de cristo,
me disse hoje?
Mas cristo é fácil de
encontrar.
Em qualquer banquinha você
acha.
Em qualquer igreja te
ensinam, talvez até de graça.
Você pode até criar o
seu próprio, por que não?
Mas daí eu te pergunto,
onde enfia cristo?
Não vai me ser mal criada
que é sacrilégio.
De nada adianta
você encontrar cristo.
O seu problema não
está na peça, tá no
encaixe.
Você tem encaixes de
todas as fromas mas
insiste em forçar o
círculo no triângulo.
Não é cristo que
vai te mudar.
Nada pode, no máximo
você quebra o encaixe.

Pintura

Vai sol, vem chuva
que hoje o dia nasceu
meio paralelepípedo.
A
T
I
R
E
I
contra mim mesmo
e o grito, meu grito,
eu não ouvi.
Como sempre de repente.
De repente acidentes
como solomon.
Atirei.
Contra mim.
Mas foi legítima defesa.

25.7.10

Um adeus, talvez nem tanto.

Me desculpe se demoro
quando os segundos são desaforos
a alma pouco importa.

Quando tudo desmoronou
permaneci em meu trono
que não vale nem sete centavos
e meio.

Você forja um sorriso
mas me queima, sem aviso,
os sentimentos e a estima.

Está claro que nada adianta
quando em vez da ignorância
nos levamos à razão.

22.7.10

Pra acabar

Passei o dia pensando
em como acabou.
Passando de folha em folha...
Na primeira, tímido, está
o seu endereço.
Quase apagado e escrito às
pressas, seu telefone.
Mas esse você perdeu na
semana seguinte.
Um pouco pra frente me
reencontro com aquele taxista
da extrema direita,
todo deformado e equivocado.
Na folha e no dia
seguinte, o trabalho da
sua favorita, a cerveja irlandesa
e aquela carne que
ninguém provou, mas tava
boa.
Em letras garrafais
as caronas para nossa
felicidade instantânea.
Me lembro do livro que
comprei por conta do seu
jornal, que aliás só chegou
agora.
Também do vermelho e
do verde por detrás do
filtro amarelo.
De como você me ajudou
com o retorno do passado
e como ouviu todos os
modos de como eu iria, e
irei, explodir o sol.
Aqui também está gravado
o grito da rua, aquele que
ouvimos juntos.
Achei registros de tinta
ainda molhada sobre
Buenos Aires e suas
garrafas vazias.
Aqui tem um pouco de
nós...
Mas essa
é a última folha
e o caderno acabou.

18.7.10

A porta

Não sei o que tem atrás
dessa porta.
Essa porta no fundo da sua
casa.
Com um batente delicadamente
desenhado
e com a madeira descascada.
Passo por lá toda visita,
você sempre fala pra eu não tentar entrar,
mas dou de cara
com uma tranca
todo dia.
O que tem atrás dessa porta?
Outro dia cheguei e você estava

com a luz acesa e
fumaça escapando pelas frestas.
Já tentei abrí-la tanto
mas nenhuma das minhas
chaves a destrava.
O que você esconde
atrás dessa porta?

17.7.10

Haikai para Buenos Aires

um estalo de frio
eu e você enfuma
çamos com o rio

1.7.10

Carta ao reabilitado

É meu caro
a vida não melhorou
de repente.
É você que está
fingindo não estar
mais doente
e acha que hoje
a vida é bela.
Mas ela continua
um desastre
um verdadeiro
dom inútil.
Você pode até ter
parado
com as seringas e os remédios,
mas tudo continua a
mesma
merda.

27.6.10

Rua

Hoje a rua gritou.
Gritou porque podia gritar.
Não foi de dor,
mas aliviou.
Gritou porque nada a impedia.
Gritou todas suas dores como alegria.
Gritou sem ritmo ou melodia
mas gritou,
afinal podia.

10.6.10

Cut up #10 - série revolucionários

O trabalho função da greve.
tão em greve e estão tendo
mês por reinvenção própria
e principalmente de greve, um
da isonomia de salão por parte desta
só funciona a entrada da poli-
reitoria no início de um ano. Desde
terça-feira, dia 8, as reuniões
foram ocupadas, champanha salarial
movido pelo reitor, mostrando a
Grandino Rodas, logo por parte
de 1000, funciona.
seus salários em ares da USP e
o trabalhado há mais de um
de pagar com indicações salariais
hilários pelo direito contra a quebra
ataque tão violentarial entre professores
e reitoria quanto a rios imposta pela
CIA no campus neste ano. Neste
dia 18 de maio a reitoria da USP
negocia o contra-ataque
foram suspensas - interventor João
disposição ao dia que deixou mais
reitoria.

7.6.10

Cut up #9 - série revolucionários

Nós, da Corrente Proletária, das Bolsas e Demais Serviços. Oposição
unificada e radicalizada é o método passivo à causa dos trabalhadores. Ou
estudam e trabalham. Temos divulgado o movimento, contudo levanta-se objeção
que fizemos em nosso último boletim. Desconhecem sua legitimidade.
ativos para lutar ao lado das trabalhadas formulações: em primeiro lugar, deve
sobre os principais argumentos contra-responsabilidade da greve. Dos funcionários
a argumentação central contra seus direitos? Ou do Cruesp e de Rodas,
ação das atividades só afeta os estudantes e cães que ainda lançam uma provocação
dos circulares, do recebimento dos antílopes, defendemos que a greve que
geralmente é acompanhada de um apoio que poderá conduzir à vitória dos que
sejam, compreende-se como legítimo a nossa posição sobre o processo, como
quanto ao método. Outros sequer recorrem a ele, fizemos uma exposição de dez
vejamos quais são são os problemas, as dores. Agora, iniciaremos uma discussão
para nos questionar sobre quem é áries, tentando rebâte-los.
áries, que defendem seus salários e só a veia dos funcionários é que os paralisa -
se negam a negociar as reivindicações pobres que necessitam.

Cut up #8 - série revolucionários

Visto que o reitor da USP decidiu de greve e vem comunicar que a
cruzada de ameaças, contra informantes de SP, realizada nesta data, aprovou
contra nós, trabalhadores e trabalhos postos e apresentados pela reitoria a
suprimir nosso direito de greve e pelos motivos abaixo expostos.
mil dos nossos companheiros, concedem-se por tempo integral a uma
de suas famílias; o comando das nações, calúnias e ofensas morais
assembléia dos funcionários da USP, além de tentar
por unanimidade a rejeição da prova de salários aproximadamente
nossa comissão de negociação, petição básica para a sobrevivência.

31.5.10

O espantalho

Era inverno, o costumeiro e ardido sol não aparecera hoje.
Na mesa da cozinha sua mulher tomava o café, respingado de lágrimas, enquanto olhava fixamente para aquela terra não mais fértil.
Ele terminava de calçar as botas puídas no mais tumular dos silêncios. Visava agora a indesejável pá que estava atrás da porta já enferrujada e com sua tela repleta de furos, ineficiente.
Pegou a pá, a cesta preciosamente carregada, esmagou umas duas ou três baratas e seguiu rumo a seu último plantio.
Cavar na terra infértil é um trabalho difícil, não porque ela fica seca e dura mas por não conseguir enxergar propósito nisso.
Com a terra rompida tudo fica mecânico, enfia a pá, tira um punhado de terra, passa os tristes olhos pela inocente cesta.
Está fundo o bastante. Ele, agora, enrolava lentamente um cigarro para acompanhar o cheiro da terra mexida e morta.
Com o cigarro terminado, ele enxugou as lágrimas enlameadas de seu rosto e seguiu em direção ao cesto. Ó terra infértil!
Era aquele o momento, plantar sua última semente neste mundo infértil e injusto. Delicadamente colocou seu recém-nascido filho, pelado, ainda com vestígios do cordão umbilical e um pouco ensanguentado no buraco recém cavado.
A cada grão de terra que caia sobre o bebê o choro ficava mais intenso, berrava mas não tinha fome, nem sono, não sentia nada. Nada além do desalento do seu genitor.
Com toda terra de volta ao buraco, o choro ia se extinguindo conforme a terra se assentava e asfixiava o rebento...

Silêncio sepulcral.

Aquela terra infértil recebera sua última semente.
Ali cresceu um espantalho.

O dente

O dente sente
O dente mente
Lateja, sangra, pulsa

O dente sente
O dente mente
Ópio pra boca, ópio pr'alma

O dente sente
O dente mente

A mente desmente
o que o dente sente.

Ampulheta

Ampulheta travada.
Um grão de receio,
parado,
sozinho,
ali.
Ampulheta parada;
estagnada; pesada.
E aquele grãozinho
que segura o tempo, o futuro,
parado,
sozinho,
ali.
Uma hora ou outra
aquele grãozinho cede
e seu receio vai ser engolido
por toda uma enxurrada
do passado que não
foi.
E soterrado fica o grãozinho,
parado,
sozinho,
ali.

20.5.10

Cut-up #7 - série revolucionários

O ex-governado uma onda de
controlar as univendas de universi-
duais com mãos 2009 e o enfrentamento
deslocá-las a serviço estudantes com a
"e", portanto, de junho escancararam
atlas, provocou a todo país.
em 2007 emiti da universidade
atos que tinham co-possível solução
tal diminuir ainda crise, apenas a
minha financeira e bata-se do fim das
universidades pautadas reitora
foi a intervenção de um novo
polícia militar que cidades estão
se ocupando de ferro para com
2007 impulsionar o seu governo
mobilizações em dez andes capitalistas

19.5.10

Cut-up #6 - série revolucionários

A mobilização entre estudantes
foi encerrada ao tilitar no dia 9 do
ano que estudar escancarou à vera-
near. Retomará existente não
pelo ato contra a necessidade
vetor realiza regime de poder
em 25 de jan e de todas as
reprimidas pelo país. A indica-
ção da prisão de Grandino Rodas.
Em março ousando por cima
CRUSP ocupadecisão do grupo
Coseas. Com que tem, o direi
à tona que o re-reitor, foi un-
tado em esqueça ditadura e
aos estudantes da universidade
O confrontalista e os seus
entes e a polícia mão de junho não
junho de 2009 e desde o início da
madeira ditadantes vêm procurar
universidade e lá começar
mudança do reitor - inter -
dentro da USP em sua posse
universidades de giro, o qual foi
ação de João Polícia, resultante
para reitor, mas três estudantes
até mesmo os moradores do
pó seletíssimo param a sede
data de votar para ocupação veio
confirmação ditatorial tem monta-
da submissão de vigilância
ao Estado capitão estilo ditadura
de interesses.

18.5.10

Cut-up #5 - série revolucionários

Brandão: é um gesto de uma importância
do ano passado. Não ao veto.
governo do estado e político das profundas
burocracias academiconflitual da luta de
avançar bastante e usar a universidade
"modernização" une tem levado a uma
coma dos interesses, o social interno, e um
monopólio, tanto do maior, por parte dos
utilizadores da pesquisa democrática e aos
capitalistas como dois elementares dentro
da adequação do ensino de repressão e
mão-de-obra, hiperatividade sindical e
oposto, nestes anos são considerados
trabalhadores da "o" no país e um dos
combativos do novo-mundo.
setores minoritários
esquerda tem imposto o difícil, como foi a
resistência a estes prós, nas últimas décadas
esse é o contexto agente interno - as
crises dos fortes - conseguiram
classes que atravessam seu projeto de
nos últimos anos de diversidade de acordo
crescente polarização do grande capital
ataque cada vez no ponto de vista dos
reitores, aos direitos a serviço dos lucros
direitos humanos meu ponto de vista da
USP é uma oferta às necessidades de
criminalização das cesárias. No pólo
político nesta que é a aliança entre os
"instituição modelo USP" e os setores
"vitrine" do Brasil novo estudantil e
de professores.

10.5.10

Cut up #4 - série revolucionários

importantes conquistas da greve declarou que o salário daqueles
automáticos de reposição de cada greve será cortado, ameaçou o
falecido, o que significa menos mil reais a cada dia que houver
menor qualidade das pesquisas e direito democrático de greve. No
projeto de educação, a prova não conseguiu uma liminar na justiça
substituindo as licenciaturas pressupostas. No final de abril, aguarda.
Não nos faltam motivos pra do policial civil Ronaldo Penna
se mobilizar numa greve, não adorar o CRUSP. Os absurdos
salariais, mas também levantando perseguições políticas por parte
da luta pela permanência estudantivista do CRUSP continuam no
Coseas, contra a Univesp e para acabar com os projetos de
nossos cursos de graduação. Ampôlas na UNESP! os estudantes
mobilizados por nossas demandas e insistência dão duramente
combatidos trabalhadores de nosso Rodas, que suspendeu uma das mais.
Na semana passada Rodas da FFLCH de 2002 - o gatilho.
trabalhadores que aderirem aos professores, salas mais lotadas,
piquete - um ataque claro ao ensino. Em sintonia com seu
último dia 6, o Rei "do diálogo", canetada a famigerada Univesp
que permite a volta da PM à Ciências Sociais pelo ensino à distância
Universitário(a), sob o comando de lutar! Os trabalhadores da USP já
agrediram publicamente duas só por suas justas demandas
casos de vigilância policialesca e de bandeiras estundantis, como a
da Coseas aos moradores e em defesa da ocupação do
curso servindo à reitoria para criação de vagas presenciais na
permanência estudantil. Na Única precisamos urgentemente nós
também nos mobilizar pelo pé também em solidariedade aos
reprimidos pelas reitorias. Na USP, a universidade!

6.5.10

Cut up #3 - série revolucionários

Para debater, tu, Virtual do Estado
a vontade real de OESP é um projeto
cuja contemplada é onde se pretende
participação de todos/as, mentem professores
de ensino.
Um importante 03, a reitoria assim
organiza os estudos julgados que a USP
problemas que hoje são à distância, co-
organização da nossa natureza. Des-
mente o X congresso dessa vez o reitor "dos
Ts da USP", que afirma a opinião de
maio. Quer pânico.

4.5.10

Cut up #2 - série revolucionários

Precarização do trabalho que nos tira o que terá início no próximo 5
reduz nossos postos de trabalho sobre "chegar a bom termo"; sobre
calarmo-nos enquanto Rodas e o greve ação da ética e no cumprimento do
sucateamento do HU e da UBAS, de incensos, mesmo que parciais. Há
e toda comunidade do Butantã sem que precisemos de respostas às
contínuas doenças por trabalho a ele em Dezembro/2009.
condições possíveis, devido a fala até agora foi "o dialógo está aberto"
ergonomia adequada e sendo vítima, para o Reitor da USP, a palavra.
O que seria, segundo Rodas algum significado e conteúdo é
aceitarmos que o coordenador da Copocrisia é a demagogia
da greve ameaçando punir os que operados pelo Reitor da USP seriam o
piquete, para assegurar nosso dilema salarial - não repassando aos
coagidos ou ameaçados. Cumprimento concedido aos professores, uma idéia
seria os orgãos de colegiais, pretende que técnica que não discuste salário,
greve, em substituição ao poder legalização de nossas reinvidicações, sem
FFLCH tentar fazer.
E quanto à ética? o reitor ficar assistindo passivamente
aqueles professores, inclusive os aquários que apoiou, avançarem na gestação.

Cut up #1 - série revolucionários

A burguesia sempre trações convocam todos
bar de todas as maneiras e ações de luta a partir
de luta da classe operacional de 1º de maio dia de
festa em que se comemora em S. Paulo
A intenção é de servir como uma etapa
e manter a população organizar todos os ativos
Esse ataque patronal está ocorrendo no País escra-
vizado hoje no Brasil e como a dos professores
"centrais sindicais". Nero, Rei é contra o acordo
da luta da classe ópera empresa, a luta dos sem
juventude brasileira. Ser massacre promovido pe-
la luta da classe ópera o País, a luta do mote
ligados às diversas alas seu maior exemplo na
indústria igreja - SP contra a ditadura do
sentido, deve-se dizer por José Serra: A luta das in-
festações, cujo objetivo é de abortos à defesa dos
acionários no Brasil, população trabalhadora.
Um ato de 1º de maio contra o regime polidental
e classista deve estar.
organizar e esclarecer o hino desta data tradicional
mas também contra todas de todo o mundo é a
freguesa e capituladora, que reinvidicações operárias
credor das lutas que se desvencilha diante dos burgos.

Introdução - série revolucionários

Esta série consiste em textos produzidos através do processo de cut-up, recorte e nova organização das partes dos textos a fim de criar um novo. Nesse caso utilizei os escritos panfletários distribuídos na USP por representantes do SINTUSP, PCO, Centros Acadêmicos, etc.

Além de recortar e rearranjar os fragmentos algumas mudanças, pequenas, tiveram que ser feitas devido a palavras cortadas ao meio, portanto acrescentei palavras que não estavam nos textos ou fiz aproximações do que aquela palavra poderia ser.

16.4.10

Haikai nº1

Ao lento pulmão
E piscam rubros os números
água marca a mesa

Pelas proximidades

Caminhando tropeço em seu rosto,
Calçada maquiada com desgosto.
Respiro trôpego e desajeitado,
Seus olhos sinalizam pra ficar sentado.

Um outro anda totalmente linear,
concentrado, incorporado.
Prefiro eu me destrambelhar
do que andar como se estivesse parado.